A saída do meia-atacante Romarinho do Vitória, após apenas cinco partidas com a camisa rubro-negra entre julho e outubro do ano passado, foi antecipada por uma punição por doping que se tornou pública nesta quarta-feira (21). A informação foi divulgada inicialmente pelo repórter Marcelo Braga e confirmada pelo Bahia Notícias.
Aos 35 anos, o jogador estava impedido de atuar desde outubro em razão de uma sanção relacionada ao uso de medicamentos para fertilidade, visando ter o segundo filho.
De acordo com apuração do BN, o Vitória não tinha conhecimento da situação disciplinar de Romarinho no momento da contratação. A punição era, inicialmente, de caráter local, aplicada quando o atleta atuava na Arábia Saudita, o que permitiu que ele seguisse carreira em outros países, como o Catar, antes de chegar ao Leão, porém o cenário mudou quando a sanção passou a ter efeito global.
Segundo apurou o BN, assim que Romarinho foi oficialmente comunicado da decisão, o Vitória o afastou imediatamente do elenco. A medida foi adotada para evitar qualquer tipo de multa ou sanção esportiva. Fontes ouvidas pela reportagem explicaram que o clube não sofrerá punições, já que agiu de forma preventiva e dentro dos protocolos exigidos.
Após a confirmação da sentença, Vitória e Romarinho entraram em acordo para a rescisão contratual. Na época, o clube optou por não detalhar publicamente o motivo do afastamento, em alinhamento com a assessoria do jogador, visando evitar a exposição do atleta. Agora, Romarinho está liberado para voltar a jogar a partir de fevereiro.
O Vitória, por sua vez, não irá se manifestar oficialmente sobre o episódio.
Por Hugo Araújo

