Ex-prefeita de Eunápolis afirma que não foi alvo de busca ou qualquer diligência da Polícia Federal e diz que adotará medidas judiciais contra a divulgação de informações que considera falsas
A ex-prefeita de Eunápolis, Cordélia Torres, divulgou uma nota de repúdio nesta quinta-feira (25) para esclarecer informações que, segundo ela, vêm circulando nas redes sociais e associando seu nome à Operação Legado, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Em entrevista ao site GiroBahia, Cordélia afirmou que não foi alvo de nenhuma medida da Polícia Federal durante a operação. Segundo ela, não houve busca e apreensão, diligência ou qualquer ação dos agentes federais em sua residência.
“Quero esclarecer, diante das informações que estão circulando, que não fui alvo de nenhuma medida da Polícia Federal na Operação Legado”, declarou.
A Operação Legado foi deflagrada na quinta-feira (24) para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios, principalmente na área da saúde. De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios, distribuídos por seis unidades da Federação, além do Distrito Federal. A investigação envolve 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, com valores que somam aproximadamente R$ 17 milhões.
Na Bahia, entre os municípios onde houve cumprimento de mandados está Eunápolis, que teve duas ordens judiciais cumpridas no âmbito da operação. A presença da operação no município, no entanto, não significa, por si só, que todos os agentes públicos ou ex-gestores da cidade sejam alvos das investigações.
Cordélia também declarou que seu nome não consta, segundo ela, entre os alvos divulgados oficialmente pela Polícia Federal e reforçou que Paulo Dapé não responde a processo relacionado à operação, conforme sua manifestação.
“Também esclareço que Paulo Dapé não responde a nenhum processo relacionado a essa operação e que ninguém esteve em nossa casa”, afirmou.
A ex-prefeita disse ainda respeitar o trabalho da Polícia Federal e dos demais órgãos de controle, mas afirmou que não aceitará, segundo suas palavras, a divulgação de informações que possam associar seu nome a fatos que não lhe dizem respeito.
Diante da repercussão, Cordélia afirmou que pretende adotar medidas judiciais contra pessoas que divulgarem informações que ela considera falsas ou distorcidas.
“Diante disso, estou adotando as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que divulgarem informações falsas a meu respeito. A verdade precisa sempre prevalecer”, declarou.
Operação Legado
Segundo a Polícia Federal e a CGU, a Operação Legado investiga possíveis fraudes em licitações e contratos públicos, incluindo suspeitas de simulação de concorrência, direcionamento de contratações, sobrepreço, faturamento de produtos não entregues e fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos. Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.
As investigações ainda estão em andamento, e eventuais responsabilidades deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O GiroBahia seguirá acompanhando os desdobramentos da Operação Legado e eventuais novos esclarecimentos das autoridades e das pessoas citadas.

