Decisão da Prefeitura de não apoiar a edição deste ano reacende debate sobre planejamento, desenvolvimento econômico e valorização do agronegócio.
Itabela, Bahia – A Festa do Café Conilon de Itabela, um evento que transcende a mera celebração agrícola para se firmar como um pilar cultural e econômico do município, encontra-se em um momento de incerteza. Com a 15ª edição programada para os dias 21, 22 e 23 de agosto de 2026, o Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela (SPR I), detentor do direito de realização e organização do evento, enfrenta um desafio inesperado: a recusa da atual gestão municipal em manter a parceria histórica na realização dos tradicionais shows artísticos. O posicionamento reacendeu discussões sobre a importância do evento para a economia local e sobre a necessidade de planejamento da gestão pública para apoiar iniciativas que movimentam diferentes setores do município.
Reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural de Itabela pela Lei Municipal Nº 002/2021 , a Festa do Café Conilon é um testemunho da força do agronegócio local, com o café conilon sendo a espinha dorsal da economia da região. Ao longo dos anos, o evento cresceu em importância, atraindo não apenas produtores e especialistas, mas também um grande público que busca entretenimento e lazer, impulsionando significativamente o comércio e o turismo local.
Historicamente, a prefeitura de Itabela tem sido uma parceira fundamental na organização da festa, especialmente no que tange à infraestrutura e à contratação de atrações musicais de grande porte. Essa colaboração sempre foi vista como um investimento no desenvolvimento da cidade, gerando empregos temporários, movimentando hotéis, restaurantes e todo o setor de serviços. No entanto, para a edição de 2026, a administração municipal alega falta de recursos para justificar a ausência de apoio aos shows artísticos. Essa justificativa, contudo, é recebida com ceticismo por muitos. O argumento usado pela prefeitura parece não está convencendo os munícipes, pois, as obras que se encontram na cidade hoje são de recursos federais ou estaduais, se limitando a recurso próprio, obra em andamento há muito tempo, diga-se de passagem, é o calçamento da rua Ayrton Senna. Pela ausência de obras com recursos públicos que levou a população se perguntar: Afinal, pra onde está indo o dinheiro da prefeitura, se mês a mês bate recorde de arrecadação? A organização do evento e a comunidade local questionam a alegação, apontando para a falta de planejamento. Houve um período de dois anos para que a prefeitura se organizasse e destinasse as verbas necessárias, um tempo que, aparentemente, não foi aproveitado. A ausência de grandes shows não apenas descaracteriza uma parte importante da festa, mas também representa um golpe na economia local, que depende do fluxo de visitantes e do aquecimento do comércio gerado por essas atrações.
É como se, em meio a um campo fértil, onde os grãos de café brotam com a promessa de prosperidade, houvesse um moinho que, ao invés de transformar o fruto em um produto valioso para todos, o consumisse sem entregar o pó, deixando apenas o vazio. A riqueza gerada pelo trabalho árduo dos produtores e o potencial de crescimento da cidade parecem se dissipar em uma gestão que falha em converter oportunidades em benefícios tangíveis para a população.
A Festa do Café Conilon é mais do que uma festa; é um motor econômico e um símbolo da identidade de Itabela. A comunidade espera que a prefeitura reavalie sua postura e reconheça o valor inestimável do evento, garantindo que a tradição e o desenvolvimento local não sejam comprometidos por decisões que parecem ignorar o potencial de crescimento e a história de sucesso construída ao longo de anos.
A Festa do Café Conilon permanece como um patrimônio do agronegócio de Itabela para a população, e um importante motor de desenvolvimento econômico, unindo campo, comércio, cultura e turismo.
Gestão Flausino vem se demonstrando como uma gestão fraca, infantilizada, sem planejamento, e limitada em “fantasiar” a realidade com publicações nas redes sociais mostrando uma falsa Itabela próspera e feliz, mas quem vive o dia-a-dia da cidade, que um dia foi apelidada de Itabelinha de açúcar, sabe que longe das edições das redes sociais, Itabela respira por aparelhos, e o pior, em um hospital que a qualidade do serviço e da estrutura não honra o nome que estampa na sua fachada.
Por Beto Muniz / Girobahia



