A briga entre os irmãos Dapé ganhou um novo capítulo — e dessa vez, o tom foi de corte bíblico e veneno na ponta da língua. Em entrevista recente, o ex-prefeito Paulo Dapé não poupou palavras ao falar sobre a decisão do irmão, Pedro Dapé, que declarou apoio ao adversário Jânio Júnior.
Longe de engolir a virada, Paulo resolveu apelar para a comparação que pega pesado: “Pedro negou Jesus três vezes. O meu Pedro me negou uma. Quem sabe ele se arrependa, igual ao da Bíblia”, disparou, com aquele misto de mágoa e cobrança.
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E não parou por aí. O ex-prefeito partiu para o ataque com perguntas que mais pareciam acusações: “Foi falta de amor? Ou foi grana demais na conta?”. E, pra fechar com chave de ironia, ainda mandou um deboche sobre a aparência: “Será que o Jânio é mais bonito que eu? Não é, Jânio, pode ficar tranquilo, eu ganho de você nesse quesito.”
O episódio escancara um momento delicado na trajetória política de Paulo Dapé, que vê não só aliados tradicionais, mas até sangue de seu sangue, tomarem distância. A rusga familiar expõe o racha profundo e mostra como a disputa pelo poder, às vezes, começa em casa e termina em praça pública.
Mais que um desentendimento entre irmãos, o caso revela o desgaste de um grupo político que parecia sólido, mas que agora assiste a suas próprias fileiras se desfazerem — com direito a citação bíblica, ironia e muito ressentimento.

