Paulo César Soares Santos, 33, foi considerado culpado pela morte de Josemar Xavier Pereira, o Jô Xavier, em crime passional ocorrido em abril de 2025
Itabela (BA) – O Tribunal do Júri da Vara Criminal de Itabela condenou, nesta quarta-feira (17), o ex-guarda civil municipal Paulo César Soares Santos a 15 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio qualificado do cantor de axé Jô Xavier. O crime, que abalou a cidade no último dia 27 de abril, aconteceu em plena via pública, por volta das 21h, num bar da Rua Getúlio Vargas, no bairro Bandeirante.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a vítima foi executada a tiros sem qualquer possibilidade de defesa – parte dos disparos foi desferida pelas costas. O uso de arma de fogo em local movimentado e o motivo torpe – ciúmes, já que a vítima mantinha relacionamento com a ex-companheira do acusado – foram reconhecidos como qualificadoras pelos jurados, que rejeitaram por maioria a tese da defesa sobre violenta emoção.
“O réu, na condição de agente público, utilizou sua arma funcional para cometer o crime, o que agrava ainda mais sua conduta”, destacou a juíza Tereza Júlia do Nascimento ao fixar a pena.
A magistrada também determinou a perda do cargo de guarda municipal e a manutenção da prisão preventiva, uma vez que o acusado chegou a fugir para o Espírito Santo após o crime – fato que, segundo a Justiça, evidencia intenção de evasão.
O julgamento teve início às 8h30 e se estendeu até as 18h, num clima de forte comoção. Familiares da vítima e do réu acompanharam a sessão, que também reservou um momento de reconhecimento: o promotor Igor Assunção elogiou a atuação da juíza Tereza Júlia à frente da comarca, recentemente agraciada com o selo diamante.
Jô Xavier, 38 anos, era uma figura querida e conhecida no cenário musical da região. A condenação, que ainda cabe recurso, encerra uma etapa aguardada pela comunidade itabelense e reafirma o peso da decisão popular no Tribunal do Júri.
Atuaram na acusação o promotor Igor Assunção e os advogados Tallis e Johnnatan Regis. A defesa foi conduzida pelos drs. Rafael Rosa e Caio Freiras.







